Cidades-Esponja: solução sustentável para enchentes e desastres climáticos

BC Marketing • 28 de outubro de 2024

Em outubro, tivemos o Dia Internacional para a Redução de Riscos de Desastres, reforçando a urgência de discutir o impacto das mudanças climáticas. O recente Furacão Milton, que devastou a Flórida, é um exemplo claro de que o planeta está cada vez mais vulnerável a eventos extremos. Enchentes catastróficas, incêndios florestais e furacões de alto nível na escala Saffir-Simpson, são evidências de uma crise climática em curso.


População urbana e o risco climático


Dados do relatório "Estado das Cidades da América Latina e Caribe", da Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), mostram que, na América Latina e Caribe, cerca de 80% da população vive em áreas urbanas, o que coloca milhões de pessoas em risco devido à impermeabilização do solo e ao aumento da intensidade das chuvas. No Brasil, segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 2022), 61% da população vive em centros urbanos, tornando o país particularmente vulnerável a desastres climáticos, como as enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024​.

Especialistas têm alertado há décadas sobre os efeitos prejudiciais das mudanças climáticas.

Esses eventos extremos são uma consequência direta do desequilíbrio ambiental que afeta não apenas os ecossistemas, mas também a nossa qualidade de vida. Diante dessa realidade, é urgente encontrar soluções inovadoras para minimizar esses riscos e proteger as comunidades mais vulneráveis.


Cidades-Esponja: uma solução emergente


Uma das respostas emergentes é a criação das cidades-esponja desenvolvida pelo renomado arquiteto chinês Kongjian Yu. Essa abordagem, já adotada em metrópoles como Xangai, Berlim, Nova York e Copenhague, visa adaptar o ambiente urbano para lidar melhor com as inundações e outros impactos das mudanças climáticas. Cidades-esponja utilizam soluções como telhados verdes, pavimentação permeável e áreas alagáveis, que ajudam a absorver a água da chuva, reduzindo o risco de enchentes e minimizando os danos urbanos.


Além disso, essas cidades também investem na preservação de ecossistemas costeiros, como os recifes de corais e manguezais. Enquanto os corais funcionam como barreiras naturais contra ondas, os manguezais ajudam a conter a erosão costeira, servindo como uma defesa natural contra tempestades e marés crescentes.


A importância das Cidades-Esponja no Brasil


No Brasil, o conceito de cidades-esponja ganha destaque diante das recentes enchentes que devastaram cidades como Porto Alegre, Encantado e Canoas. Essas tragédias evidenciam a vulnerabilidade das áreas urbanas a desastres naturais, especialmente em regiões onde o solo é impermeabilizado e não há infraestrutura adequada para lidar com grandes volumes de água. Diante disso, o governo está estudando a adoção de princípios de cidades-esponja na reconstrução dessas áreas, com o objetivo de aumentar sua resiliência.


Conexão com a natureza e o futuro sustentável


É fundamental reconhecermos que estamos profundamente conectados à natureza. Assim como qualquer outro organismo, os seres humanos são diretamente impactados pelas mudanças climáticas, e eventos como enchentes e secas evidenciam nossa vulnerabilidade. Ao integrar soluções baseadas na natureza, como as
cidades-esponja, podemos mitigar os impactos das mudanças climáticas e promover um desenvolvimento mais sustentável.


Essas soluções não apenas ajudam a prevenir desastres, mas também melhoram a qualidade de vida nas cidades, criando espaços verdes e incentivando a biodiversidade. Para garantir um
futuro sustentável, é essencial que as cidades se adaptem às novas realidades climáticas, utilizando práticas que respeitem e colaborem com o ambiente natural.

Referências bibliográficas


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A degradação de áreas florestais, por exemplo, contribui para o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE), enquanto a restauração dessas áreas pode capturar carbono da atmosfera, promovendo o sequestro de carbono. No Brasil, projetos de restauração da Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade, têm apresentado resultados significativos junto de organizações como Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e SOS Mata Atlântica. A recuperação dessas áreas não apenas retira CO2 da atmosfera, como também cria um habitat seguro para diversas espécies nativas, muitas das quais ameaçadas de extinção. 2. Agricultura regenerativa A agricultura regenerativa é uma prática que visa restaurar e manter a saúde do solo, reduzir o uso de insumos químicos e promover a biodiversidade local. Ela integra técnicas como o plantio direto, a rotação de culturas e o uso de adubação verde, promovendo uma relação mais equilibrada entre o ser humano e a natureza. Essa forma de cultivo ajuda a mitigar os efeitos das mudanças climáticas ao capturar carbono no solo e melhorar a resiliência das áreas agrícolas a eventos climáticos extremos, como secas e inundações. Países como o Brasil, que possui uma vasta área agrícola, podem se beneficiar amplamente da adoção dessas técnicas, que, além de serem sustentáveis, promovem maior produtividade a longo prazo! 3. Proteção de áreas marinhas Os oceanos desempenham um papel crucial no equilíbrio climático do planeta, absorvendo grande parte do carbono emitido pela queima de combustíveis fósseis. A criação de áreas de proteção marinha (APMs) tem sido uma das soluções mais eficazes para preservar os ecossistemas oceânicos e proteger a biodiversidade marinha. Essas áreas, quando bem geridas, ajudam a preservar espécies marinhas ameaçadas, como corais, peixes e mamíferos aquáticos, ao mesmo tempo que promovem a recuperação dos estoques pesqueiros e mantêm o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Além disso, as APMs contribuem para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas, já que os oceanos saudáveis absorvem mais carbono. O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos é um excelente exemplo de como as Áreas de Proteção Marinha (APMs) podem ser eficazes na conservação dos ecossistemas marinhos e na proteção da biodiversidade. Localizado no sul da Bahia, esse parque abriga uma das maiores biodiversidades marinhas do Atlântico Sul, incluindo recifes de corais, manguezais, restingas e ilhas oceânicas. 4. Uso de energias renováveis A substituição de fontes de energia fósseis por energias renováveis, como solar, eólica e biomassa, é essencial para reduzir as emissões de GEE e mitigar os impactos das mudanças climáticas. A energia renovável é uma solução sustentável e viável que, além de reduzir a dependência de combustíveis fósseis, contribui para a preservação da biodiversidade ao minimizar o impacto ambiental da geração de energia. Países ao redor do mundo, como a Dinamarca, que já obtém mais de 50% de sua energia de fontes renováveis, mostram que é possível fazer essa transição de forma eficiente. No Brasil, o potencial para a energia solar e eólica é vasto, e investimentos nesse setor são fundamentais para garantir um futuro mais sustentável! 5. Tecnologias de captura de carbono Uma solução inovadora que está ganhando destaque na mitigação das mudanças climáticas é o uso de tecnologias de captura de carbono. Essas tecnologias capturam o CO2 da atmosfera ou diretamente das fontes emissoras, como fábricas e usinas de energia, evitando que ele contribua para o efeito estufa. Embora essas tecnologias ainda estejam em estágio inicial de desenvolvimento e implementação, elas oferecem uma solução promissora para combater as emissões industriais. Algumas empresas e governos ao redor do mundo têm investido na pesquisa e desenvolvimento dessas tecnologias, que podem se tornar parte fundamental da estratégia global de mitigação das mudanças climáticas. A Climeworks, por exemplo, com sede na Suíça, é pioneira na tecnologia de captura direta de ar (DAC), que remove o CO2 diretamente da atmosfera. A empresa desenvolveu grandes coletores de ar que filtram o dióxido de carbono, permitindo seu armazenamento subterrâneo ou utilização em outros processos industriais. A solução cabe ao ser humano As soluções para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e preservar a biodiversidade são diversas e complementares. Desde a restauração de ecossistemas até o uso de energias renováveis e tecnologias de captura de carbono, todas essas iniciativas têm o potencial de reverter parte dos danos já causados e evitar novos impactos no futuro. É fundamental que governos, empresas e cidadãos se engajem na implementação dessas práticas para garantir a sustentabilidade do planeta! Para continuar aprendendo mais sobre como podemos atuar na preservação da biodiversidade e na mitigação das mudanças climáticas, assine nossa newsletter e acompanhe as ações do Instituto Luísa Pinho Sartori. Com você, podemos transformar o futuro do nosso planeta! Não deixe de acompanhar o ILPS nas redes sociais: Instagram | LinkedIn
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